A Loja de Rua: Eu consumo portanto existo?

Muitas vezes, o hábito de comprar revela o nosso lado mais materialista como consumidores, um lado de certa forma que nos envergonha e que cria uma necessidade de gastar dinheiro para satisfazer uma necessidade; ou melhor, uma necessidade criada por uma cultura de consumo. Quem nunca se sentiu na tentação de comprar o mais novo produto digital ou uma linda camiseta (só pela necessidade de renovar o guarda-roupa)?

Bem, o incrível conceito da Street Store [Loja de Rua] concilia nosso lado materialista com nosso lado filantrópico ao combinar compras com doações.

Kayli Levitan e Maximilian Pazak observaram que numa sociedade tão desigual quanto à Sul Africana, muitas pessoas gostariam de ajudar e fazer doações para as pessoas com menos condições. Mas, muitos não sabem para onde levar suas doações ou tem medo de levá-las para alguns locais considerados inseguros na cidade. Por causa disso, decidiram criar, em colaboração com a ONG Haven Night Shelter e atores, uma loja móvel.

Essa iniciativa ajuda os moradores de rua à preencherem uma necessidade essencial: roupas. Também oferece a oportunidade de eles escolherem seus próprios itens. Os voluntários dessa loja de rua até mesmo oferecem conselhos de moda para seus consumidores. Então, ao dar-lhes o poder da escolha e reconhecê-los como consumidores, eles encontram muito mais do que roupas; eles encontram dignidade como indivíduos que podem escolher e criar seu próprio estilo. O ato de comprar os libera de suas necessidades, e eles existem através de suas escolhas. Eu consumo portanto  existo? Deveria ser “eu escolho portanto existo.”

Vamos compartilhar esse conceito inspirador por todas as cidades, que aliás já chegou no Brasil!